Carsale – O chefão mundial do grupo Fiat, Sergio Marchionne, declarou nesta segunda-feira (23) como “quase certo” o retorno oficial da Alfa Romeo ao mercado norteamericano. Segundo o executivo, a montadora italiana deve usar a “sinergia” com a Chrysler (atualmente sob seu comando) para efetivar o retorno da marca milanesa até o fim de 2012, após quase 17 anos de ausência – a Alfa está fora desde 1995.
A ideia é aproveitar a grande rede de concessionárias que a Fiat terá nos Estados Unidos, com cerca de 200 lojas, para vender os modelos da sua bandeira de luxo. “É muito provável que os carros da Fiat e da Alfa Romeo dividam as mesmas revendas”, afirmou Marchionne. Um dos fatores que devem facilitar o retorno da Alfa Romeo ao mercado ianque é o leque limitado da Fiat. Até agora a marca italiana só confirmou o subcompacto 500 no País. O carrinho, que será produzido no México, começa a ser vendido até o fim desse ano em diferentes configurações – o “Tchinqüetchento” terá carroceria de quatro portas e até motorização elétrica.
Mas a Fiat sabe que oferecer apenas um produto é pouco. Então, para embelezar mais as vitrines da terra do Tio Sam, o provável primeiro Alfa a desembarcar nos Estados Unidos é o recém-lançado Giulietta, modelo de porte médio, que será oferecido nas carrocerias sedã e perua. Com a recente tendência do “downsizing” e o aumento das vendas de compactos no País, o hatch Mi.to, feito sobre a mesma plataforma do Punto italiano, é outro modelo cotado para ganhar cidadania americana. Além dos Estados Unidos, outros mercados (como os emergentes) devem receber os novos modelos da Alfa Romeo. O regresso da marca milanesa ao Brasil é aguardado para o início de 2011, com operações gerenciadas pela própria Fiat.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
EUA: Marchionne insinua retorno da Alfa Romeo
domingo, 22 de agosto de 2010
Murciélago LP 670-4 SV: o Lamborghini mais rápido já feito
Karl Funke, DA MOTOR TREND/NEW YORK SYNDICATE
A escuridão chega e o Lamborghini a veste como uma capa sobre um terno na cor Grigio Telesto empoeirado e com marcas de insetos. Depois de um dia evitando motoristas curiosos ensandecidos e tentando (quase literalmente) voar abaixo do radar da polícia, você fica grato por ter como se esconder um pouco.
Ao fim do dia, o perfil obscenamente largo e profusamente angular retira-se anonimamente para o trânsito mais plebeu da rodovia Interstate 15 californiana – de certa forma. De longe, as melhores dicas para identificar o carro talvez sejam os conjuntos triangulares de LED nos faróis e lanternas. Possivelmente, a silhueta elusiva do enorme aerofólio de fibra de carbono brotando por trás da tampa do porta-malas de formas hexagonais como uma espécie de exoesqueleto. Caso alguém se aproximasse o suficiente, você sabe, no escuro.
De sua parte, você fica à distância. Durante as últimas sete ou oito horas, você desenvolveu um espírito distinto ao volante, um que fica o mais longe possível de todo e qualquer tráfego. Isso ajuda a evitar qualquer tipo impensável de incidentes como pedaços de pneus estourados de caminhão rasgando os caros painéis de carbono, ou o ocasional motorista boquiaberto que invade sua pista ao tirar fotos com o celular enquanto inadvertidamente esterça com os olhos. (De verdade, isso acontece com mais frequência do que se imagina.)
Sob a proteção da noite, pode-se sentir inclinado a desbravar a pista da esquerda e desencadear o inferno de 12 cilindros. Mas você tem consciência do que faz. Você roda pela pista em sexta marcha, a agulha do conta-giros mal chegando aos 3000 rpm, um zumbido hipnótico vindo do V12 traseiro reverberando pela cabine em pulsos sucessivos como ondas quebrando em uma praia sônica.
Assentos concha com o encosto fixo feitos em carbono, revestidos em farto couro Alcântara, aninham suas costas. O apoio lateral, mesmo para seu corpo elegantemente esguio, é bem satisfatório, mas, após um dia inteiro dirigindo, suas costas doem. E seu calcanhar direito ficou desconfortavelmente amaciado por servir como ponto de apoio contra um acelerador terrivelmente duro – cutucando, modulando e simplesmente afundando o pé para causar uma eventual crise de riso.
Caso você tivesse dúvidas, o Murciélago LP 670-4 SuperVeloce não é um carro de luxo no sentido tradicional, nem um GT para mauricinhos. Ele é simplesmente o supercarro mais raivoso, sonoramente estranho e rápido que já saiu da linha de montagem da cidade bolonhesa de Sant’Agata. Em todos os tempos. Isso deveria significar muito.
É, quando o Murciélago simplesmente não é escandaloso o suficiente – ou talvez só um pouquinho chique demais – o SV estrategicamente redefine o que quer dizer bruto. Seu motor 6.5 litros produz 670 cv, aumentando em relação aos 649 cv. A agência ambiental americana estima que ele terá um consumo combinado de 4,7 km/l. Ele custa a partir de 450 mil dólares iniciais – antes de adicionar opcionais, transporte e US$ 5.400 do imposto americano para veículos de alto consumo.
Para muitos, a reação inicial a esses números deve ser de horror ou desdém. Possivelmente até mesmo desdém horrorizado. Mas o SV realmente não se importa com inseguranças financeiras de meros mortais. E ele realmente não se importa com o que os outros pensam. Ele apenas quer ser alimentado – de gasolina ou asfalto, quilômetro após quilômetro, de toda e qualquer espécie de insetos, areia ou pedrisco, filhotes de cachorros. (OK, eu inventei essa última.)
Um estereótipo persiste em relação aos compradores de Lamborghinis. Historicamente, há uma camisa de seda com os primeiros botões abertos, um obrigatório tufo de pelos do peito, uma corrente de ouro, uma calça de seda. Para os abastados, o carro pode ser considerado mais um acessório de moda do que um meio de transporte – ele até mesmo já foi anunciado dessa forma pela própria fábrica. A maior injustiça automotiva do mundo talvez seja que 95% desses carros acabarão cumprindo pena passeando a no máximo 70 km/h em alguma rua elegante iluminada com néon como a Ocean Drive em South Beach ou a Sunset Boulevard em Hollywood.
É como colocar um puro-sangue para pastar em um campo de golfe. Errado, até mesmo abusivo.
Mas há algum lugar onde você pode realmente dirigir essa coisa? Nada – ou, mais precisamente, no meio do nada. O deserto da Califórnia parece ideal com suas serras solitárias e longas retas varridas pelo vento.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Fiat divulga projeções do FCC III
Por Vitor Matsubara | 13/08/2010
A Fiat revelou nesta sexta-feira, 13 de agosto, as primeiras projeções do FCC III. O carro-conceito é fruto do projeto Mio, que contou com a ajuda de internautas de várias partes do Brasil e do mundo.
A iniciativa pioneira no país convocou as pessoas a descreverem o que gostariam de ter e ver em um carro. Todas as opiniões foram coletadas e analisadas por um time de profissionais do Centro de Estilo da Fiat para a América Latina.
O protótipo será apresentado oficialmente no Salão do Automóvel, que acontecerá no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo (SP), entre os dias 27 de outubro e 7 de novembro.
Alfa Romeo planeja retorno aos EUA
A Alfa Romeo está seguindo os passos da Fiat e já prepara sua volta ao mercado norte-americano. O CEO do Grupo Fiat, Sergio Marchionne, tem planos ambiciosos e quer transformar a marca milanesa em uma “montadora de automóveis premium”.
O retorno da Alfa aos Estados Unidos acontecerá em 2012. Os planos incluem a comercialização de 85 mil veículos das 500 mil unidades previstas para todo o mundo até 2014.
Em 2012, chegam ao país o sedã Giulia e sua versão perua, ambos sucessores da família 159. Os veículos destinados para a América do Norte serão equipados com um motor V6 fabricado pela Chrysler ou com o propulsor 2.4 MultiAir feito pela Fiat, que entrega quase 200 cv.
O compacto MiTo chegará em 2013, à princípio apenas na carroceria de duas portas. A opção das quatro portas será lançada posteriormente, importada diretamente da Itália. Já o hatchback médio Giulietta, que foi lançado na Europa em junho, chegará ao país apenas após seu primeiro facelift, programado para 2014.
A marca também trabalha no projeto de outros modelos, como dois utilitários esportivos (que seriam lançados em 2012 e 2014) e um roadster – conversível de dois lugares – que chegaria às ruas norte-americanas em 2013.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Proprietários brigam por uma Ferrari roubada avaliada em R$ 26,3 milhões
1º dono perdeu a 375 Plus por ser irregular, mas carro foi vendido de novo.
Marca italiana produziu apenas seis unidades e quatro ainda estão 'vivas'.
Fonte: G1
Nesta quinta-feira (19) será realizada uma audiência nos Estados Unidos para decidir quem é o legítimo proprietário de uma Ferrari 375 Plus, de 1954 , um dos modelos da marca italiana mais valiosos no mundo. O atual proprietário fez uma restauração completa no carro, que agora está avaliado em US$ 15 milhões (R$ 26,3 milhões), mas a família do dono anterior alega ainda ter direitos sobre o veículo, já que não houve a transferência de titularidade.
Ferrari 375 Plus, produzida em 1955. Apenas seis modelos sairam da fábrica
italiana e quatro ainda estão rodando pelo mundo. (Foto: Divulgação)
De acordo com a filha do último proprietário, seu pai comprou o carro em 1958, mas foi descobrir que o modelo era roubado 30 anos depois da aquisição. A família então teria perdido o veículo que mais tarde foi parar nas mãos do atual dono, um ex-piloto de corrida que, por sua vez, afirma que adquiriu a unidade na Bélgica por US$ 100 mil em 1990 e que na época o carro estava totalmente abandonado.
O novo proprietário diz ainda que quando soube que o veículo era roubado entrou em um acordo, por meio de um advogado, com o antigo dono e pagou US$ 600 mil pela transferência do veículo, que até agora não foi feita. O primeiro dono desmente a informação e diz que uma suposta assinatura sua, no verso do cheque, trata-se de uma falsificação.
Tanta briga porque a Ferrari produziu apenas seis modelos 375 Plus. Destes, apenas quatro ainda estão rodando em algum lugar do mundo.