quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ferrari 356 GTB4 Daytona

O nome era homenagem à vitória da Ferrari em Daytona, glória que ela nunca alcançou

Por Fabiano Pereira | Marco de Bari

Ferrari 356 GTB4 Daytona

Há na Ferrari 365 GTB4 uma aura de revanche moral. Seu mito vem mais do poder da mídia que do carro em si. Sucessora da 275 GTB4, ela foi revelada no Salão de Paris de 1968 e logo apelidada de “Daytona”. A origem estava no pódio dominado pela Ferrari nas 24 Horas de Daytona no ano anterior. Era, para a imprensa especializada, uma forma de revidar o “Carrasco da Ferrari”, alcunha que ela deu ao Ford GT40, superior à escuderia italiana em Le Mans de 1966 a 1969. Desde então, o Daytona praticamente virou nome.

Os quatro escapes sugerem a força de seu V12 de 4,4 litros

O modelo foi a última Ferrari de V12 antes de a Fiat adquirir 40% das ações da empresa, em 1969. Nos EUA, graças à legislação local, seria a última com esse motor até 1984. A carroceria de aço tinha capô, portas e tampa do porta-malas de alumínio. Desenhada pela Pininfarina, ela mantinha as clássicas proporções de frente longa e traseira curta. Mas impressionava pela faixa de plástico Plexiglass que cobria toda a dianteira, sobrepondo-se aos faróis duplos.

O V12 da 275 GTB4, com um comando duplo no cabeçote por bancada, ganhou bloco maior. Com 4,4 litros, vinha com seis carburadores Weber e entregava 352 cv. O câmbio tinha cinco marchas. Já no Salão de Frankfurt de 1969 viria a conversível, a 365 GTS4. A faixa de Plexiglass deu lugar ao sistema escamoteável de faróis em 1971. Nesse ano surgiu a 365 GTC4, com desenho diferenciado, interior 2+2 e 340 cv.

A Ferrari Daytona só tem espaço para duas pessoas

O modelo de corrida tinha carroceria de alumínio, rodas mais largas, spoiler dianteiro e outras alterações. Depois, só capô e tampa do porta-malas seriam de alumínio. Nas 24 Horas de Le Mans de 1972, ela faturou os cinco primeiros lugares da sua categoria, que venceria ainda nos dois anos seguintes.

As fotos mostram um exemplar de 1974 à venda na importadora Platinuss, de São Paulo. Conhecida dos leitores mais antigos, Emerson Fittipaldi já havia apresentado essa unidade na edição de janeiro de 1974. Era a primeira Ferrari que ele dirigia. O acesso ao interior é fácil e tanto câmbio quanto comandos estão ao alcance das mãos. O assento poderia ser mais confortável, mas a visibilidade era generosa. O desempenho impressionava: “A 240 km/h eu tinha a impressão de estar só a uns 150”. Engates e escalonamento do câmbio são precisos, mas a direção, com volante bem inclinado, pesa nas curvas. A Daytona tende ao sobresterço, é difícil controlá-la nessa situação. Outra crítica ia para o fading dos freios. “Depois de algumas curvas um pouco mais forçadas, o pedal de freio já estava bem baixo.”


Escamoteáveis, os faróis duplos ficam ocultos sob a carroceria

Quando a revista chegou às bancas, a 365 GTB4 estava saindo de linha. Até 1973 foram feitas 1 284 cupês e 122 conversíveis, substituídas pela 365 GT4 Berlinetta Boxer, essa sim um ponto de virada mais na tecnologia que na estética da marca. Com a Daytona, a Ferrari vendeu pela primeira vez mais de 1 000 exemplares de um modelo. Todos foram e ainda são celebrados como a resposta à Ford que a 365 GTB4 nunca foi de fato, uma distorção que garantiu a ela um lugar de destaque na história da marca.


A ORIGINAL



A verdadeira responsável pela vitória tripla da Ferrari em Daytona foi a 330 P4 (foto). Com seu V12 de 450 cv, inovava ao ter cabeçote de três válvulas. O chassi era mais curto que o da 330 P3 e a suspensão foi melhorada. Chegava a 320 km/h. Essa sim merecia o apelido Daytona que nunca recebeu.



Motor: 12 cilindros em V de 4,4 litros
Potência: 352 cv
Câmbio: manual de 5 velocidades
Carroceria: cupê, cupê 2+2 (GTC4) e conversível (GTS4)
Dimensões: comprimento, 442 cm; largura, 176 cm; altura, 124 cm; entre-eixos, 240 cm
Peso: 1 200 kg
0 a 100 km/h: 5,4 segundos
Velocidade máxima: 280 km/h

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ferrari mostra cupê FF rodando sobre a neve


Carsale


A Ferrari divulgou nesta sexta-feira (4) as primeiras imagens do cupê FF em movimento. Pronto para estrear daqui a um mês, no Salão de Genebra, na Suíça, o superesportivo aparece rodando sobre a neve, piso que requer tração nas quatro rodas, justamente a maior inovação do cupê de quatro lugares – daí a sigla FF, de Ferrari Four. O sistema de tração integral (4X4), batizado de 4RM, foi totalmente desenvolvido pela fábrica de Maranelo e é 50% mais leve que seus similares.

Com linhas assinadas pelo renomado estúdio italiano Pininfarina, o Ferrari FF é o sucessor 612 Scaglietti, cupê de quatro lugares (2+2) lançado pela marca em 2004. Suas formas chamam a atenção por buscarem favorecer o espaço interno, especialmente o porta-malas, capaz de levar respeitáveis 450 litros. Segundo a Ferrari, foi necessário combinar a estrutura de um hatch à de uma perua para ganhar espaço. Com os bancos traseiros rebatidos, o volume passa a excelentes 800 litros.




Mas o que não poderia faltar mesmo nessa Ferrari era disposição. E a marca do cavalo rampante caprichou. O largo capô acomoda o novo motor 6.3 litros V12 a gasolina, dotado de injeção direta. O bloco produz 660 cv de potência a 8 mil giros, força capaz de levar o modelo à máxima de 335 km/h. A aceleração de zero a 100 km/h é ligeira: ocorre em 3,7 segundos, apesar das quase 1,8 tonelada de peso. O câmbio automatizado de dupla embreagem veio dos carros de competição da marca.

Ao mesmo tempo, a Ferrari se preocupou com o lado ecológico. Para reduzir o volume de emissões, a fábrica italiana instalou o sistema start/stop, que desliga o motor em paradas curtas para economizar combustível. Com o recurso, a montadora anuncia uma média de 6,4 km/l em percursos mistos (cidade/estrada), marca interessante em um superesportivo do seu porte. O FF ainda terá uma lista de série sofisticada, com amortecedores magnéticos e freios de alta performance da Brembo.

Alfa Romeo cogita novo cupê esportivo

Modelo seria vendido por cerca de 40 mil euros
Por Vitor Matsubara | Quatro Rodas

A Alfa Romeo estaria desenvolvendo um cupê de tração traseira e motor traseiro que se tornaria o principal modelo da montadora milanesa.

O esportivo deve ser apresentado na forma de carro-conceito e, se tudo der certo, pode fazer sua estreia no Salão de Genebra, que acontece na Suíça em março. Segundo informações da agência de notícias Automotive News, o protótipo deve se chamar 4C GTA e sua versão definitiva poderia ser comercializada por aproximadamente 40 mil euros (o que equivale a 55 mil dólares).

A produção do 4C GTA teria início no fim de 2012 em uma das fábricas da Fiat na Itália. De acordo com fontes ligadas à Alfa Romeo, a montadora pretende fabricar entre 20 mil e 25 mil unidades do novo cupê no prazo de cinco anos.

A intenção da Alfa é criar um esportivo com preço relativamente acessível, o que não aconteceu com o 8C Competizione. O bólido produzido entre 2007 e 2008 era caro demais para a maioria dos clientes da marca italiana. Na versão sem capota, o 8C era vendido por aproximadamente 213 mil euros. Sua produção foi limitada em apenas mil unidades.